quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A nossa praia é limpa

Greenpeace vai à orla de Salvador, Recife e Rio de Janeiro pintado de negro para fazer um alerta dos perigos da exploração de petróleo em alto-mar.

        Ativistas com os corpos cobertos por uma pasta negra que simula petróleo percorreram a orla das três capitais este domingo, dia 15 de agosto. O gesto é simbólico, mas representa o perigo real de acidentes envolvendo plataformas de petróleo em águas profundas.

       O protesto lembra o vazamento de um poço da empresa BP no Golfo do México (EUA) em abril, que deflagrou o maior desastre ambiental da história do país: a liberação do equivalente a cinco milhões de barris de petróleo no mar, paralisando a pesca e o turismo no litoral de quatro estados americanos e causando danos ainda incalculáveis a ecossistemas costeiros e marinhos na região.
             Problemas de segurança não se restringem a exemplos internacionais. No Brasil, ao contrário do que alega a Petrobras, faltam condições de segurança e operacionais para exploração em alto-mar. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) acaba de interditar as operações da plataforma P33, no Campo de Marlim, Bacia de Campos (RJ). Desde março, funcionários denunciam as más condições da plataforma, que sofreu uma explosão, sem feridos, no dia 14 de julho. Ela está enferrujada, com tubulações corroídas e estruturas de proteção danificadas.

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