domingo, 21 de agosto de 2011

Bactérias transgênicas podem limpar águas poluídas

pesquisa

 


PARIS - Bactérias transgênicas que suportam altas doses de mercúrio poderiam sanear seu entorno, facilitando a limpeza de áreas contaminadas com este metal, afirmam cientistas da Universidade Interamericana do Porto Rico.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), anualmente, a indústria química e a mineração vertem 6.000 toneladas de mercúrio no ambiente. Esse metal, que pode entrar na cadeia alimentar, é muito tóxico, sobretudo na forma de metilmercúrio, para humanos e animais.
Oscar Ruiz e seus colegas da Universidade Interamericana do Porto Rico consideram que as bactérias transgênicas que criaram são "uma alternativa" às custosas técnicas de descontaminação adotadas atualmente.
Capazes de proliferar em uma solução contendo 24 vezes a dose mortal de mercúrio para bactérias não resistentes, as cepas transgênicas conseguiram absorver em cinco dias 80% do mercúrio contido no líquido, segundo estudo publicado em Londres pela BMC Biotechnology, revista científica que pode ser consultada gratuitamente na internet.
As bactérias 'Escherichia coli' se tornaram resistentes a altas concentrações de mercúrio, graças à inserção de um gene que permite a elas produzir metalotioneína, proteína que desempenha um papel de desintoxicação no organismo de ratos.
Trata-se, segundo os cientistas, do "primeiro estudo" que prova que a metalotioneína "garante uma resistência ao mercúrio e permite sua acumulação na bactéria", que o absorve.
O mercúrio recuperado pelas bactérias nas áreas contaminadas poderia ser utilizado em novas aplicações industriais, segundo a equipe de cientistas.
As bactérias transgênicas demonstraram, no estudo, ser capazes de extrair mercúrio de um líquido, de forma que "a primeira e principal aplicação poderia ser recuperar o mercúrio na água e em outros líquidos", explicou Ruiz em e-mail à AFP. Não se descarta seu uso a longo prazo para a descontaminação. "Temos ideias de como poderia funcionar", afirmou Ruiz, convencido de que seria mais barato que os sistemas atuais.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Código Florestal: ministra sai em defesa das águas

Durante o lançamento do Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2011, da Agência Nacional de Águas, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira voltou a defender a manutenção das Áreas de Proteção Permanente (APPs), ameaçadas pelo novo Código Florestal, que ora tramita no Senado Federal.
O novo Código propõe – entre outras mudanças – a redução das faixas de matas ciliares (vegetação às margens de rios e lagos) que devem ser obrigatoriamente mantidas nas propriedades rurais. Para a ministra, relatório da ANA demonstra que perda de mata ciliar compromete qualidade e quantidade de água.
“Ele traz dados do país inteiro e é possível comparar e ver que, onde houve perda de mata ciliar, existe o comprometimento de oferta de recursos hídricos”, disse a ministra.
Segundo Izabella, isto demonstra a importância das APPs e a correlação existente entre as áreas protegidas e a oferta de água em termos quantitativos e qualitativos.
“As APPs prestam serviços ambientais associados à questão do desenvolvimento sustentável das regiões onde há atividades econômicas ”, analisou.
A ministra afirmou que estudos como os da ANA mostram que não há qualquer dicotomia entre o desenvolvimento econômico e o meio ambiente.  “Muito ao contrário, a conservação de matas ciliares garantem a produção de água em quantidade e qualidade necessárias para a agricultura” reforçou.
As APPs são margens de rios, cursos d’água, lagos, lagoas e reservatórios, topos de morros e encostas com declividade elevada, e têm a função de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade do terreno, a biodiversidade e também a vida humana, que está frequentemente sob risco de deslizamentos de terra ou enchentes, causados pela destruição de destas áreas de proteção.
O novo Código prevê a redução das faixas de matas ciliares de 30 metros para 15 metros – e a contar pelo menor nível do rio (em épocas de seca, quando os rios têm sua vazão reduzida).
Atualmente, no Brasil, segundo o estudo, a agricultura irrigada é responsável por 47% da retirada total de água, mesmo utilizando apenas 8,3%  – ou 4,5 milhões de hectares  –  dos 54,2 milhões de hectares ocupados com lavouras.  No item consumo total de água, a agricultura brasileira mantém-se dentro da média mundial, de 70% dos recursos hídricos.
Ao contrário do que se costuma imaginar, a indústria consome apenas 7% da água utilizada no país, frente aos 12% do consumo animal e os 10% do consumo urbano.
A quantas andam as águas do Brasil – O Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2011  traz informações atualizadas sobre o estado-da-arte  da água no Brasil para o período de 2009-1010.  A publicação anual traz dados sobre a situação dos recursos hídricos – que relatam o estado das águas do ponto de vista de qualidade e quantidade e a ocorrência de eventos extremos como enchentes e secas e suas consequências, situação dos setores usuários, balanço hídrico, etc. – e a situação da gestão dos recursos hídricos – que informam o status da implantação dos diversos mecanismos de gestão do país.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, elogiou o estudo e ressaltou a qualidade das informações nele contidas, em especial sobre a inclusão do tema mudanças climáticas entre as vulnerabilidades a que os recursos hídricos estão expostos.

“Cabe a nós avaliar os cenários e investimentos futuros à luz da possibilidade de mudanças climáticas”, disse.  Ela enfatizou que, ante um quadro de mudanças climáticas, é fundamental que o governo avalie a possível oferta de recursos hídricos e necessidade de investimentos para garantir a produtividade do setor .  “Ou ainda, avaliar a realocação dos produtores em caso não haja remédio”, completou.
A ministra recusou-se a afirmar categoricamente que as secas e enchentes extremas observadas nos últimos anos sejam efeitos das mudanças climáticas, mas ressaltou que não são, de forma alguma “normais” e que é preciso o país esteja preparado.

Atualizando os planos -- O Relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2011 é um complemento anual do Relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, de tiragem quadrianual, lançado sempre um ano antes da atualização periódica do Plano Nacional de Recursos Hídricos.  Os Informes, mais compactos, servem, também, de subsídio para o Relatório de Conjuntura.
Para a ministra Izabella Teixeira, o estudo pode ser aprimorado para levar em consideração as especificidades da atividade agrária.  “Isto ofereceria subsídios para nosso planejamento”, avaliou.
A ministra lançou ainda o desafio de que o próximo informe, de 2011, esteja pronto antes de março de 2012, quando acontecerá o Fórum Mundial da Água.  “Teremos também a Rio + 20 e é importante mostrar a qualidade da informação sobre as águas do Brasil

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pegada Ecológica

Pegada Ecológica? O que é isso?

Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? É isso mesmo, nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. De certa forma, essas pegadas dizem muito sobre quem somos!
A partir das pegadas deixadas por animais na mata podemos conseguir muitas informações sobre eles: peso, tamanho, força, hábitos e inúmeros outros dados sobre seu modo de vida.

Com os seres humanos, acontece algo semelhante. Ao andarmos na praia, por exemplo, podemos criar diferentes tipos de rastros, conforme a maneira como caminhamos, o peso que temos, ou a força com que pisamos na areia.

Se não prestamos atenção no caminho, ou aceleramos demais o passo, nossas pegadas se tornam bem mais pesadas e visíveis. Porém, quando andamos num ritmo tranqüilo e estamos mais atentos ao ato de caminhar, nossas pegadas são suaves.

Assim é também a “Pegada Ecológica”. Quanto mais se acelera nossa exploração do meio ambiente, maior se torna a marca que deixamos na Terra.

O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados são rastros deixados por uma humanidade que ainda se vê fora e distante da Natureza.

A Pegada Ecológica não é uma medida exata e sim uma estimativa. Ela nos mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos.

Isto considerando que dividimos o espaço com outros seres vivos e que precisamos cuidar da nossa e das próximas gerações. Afinal de contas, nosso planeta é só um!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Fibra de crustáceos pode despoluir rios contaminados com metais pesados

Uma fibra retirada de crustáceos, como camarão e lagosta, pode ajudar a despoluir rios e lagos contaminados por metais pesados, de acordo com uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
A fibra, chamada quitosana, é abundante na natureza e comumente usada pela indústria farmacêutica para outras finalidades.

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Código Florestal deve proibir desmatamento em florestas nativas, diz ministra

CURITIBA - O projeto do novo Código Florestal busca a sustentabilidade e o desenvolvimento do país, disse na sexta-feira (1º) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Para ela, a agricultura brasileira não será sustentável se não proteger as nascentes dos rios e outros recursos naturais. Em sua visita a Curitiba, onde foi debater com produtores rurais, empresários e parlamentares a proposta de mudança na legislação em tramitação no Congresso Nacional, a ministra adiantou que o governo não permitirá mais desmatamentos em florestas nativas.
'Temos que proteger a biodiversidade, fazendo uso de instrumentos ecológicos mais modernos que permitam aumentar renda dos que têm florestas nas suas terras', afirmou Izabella. Por isso, acrescentou, o Brasil está buscando alternativas para não ter mais desmatamentos em florestas nativas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Na manhã da sexta, a ministra participou de audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná. 'Estamos ouvindo a posição de agricultores familiares, conservacionistas e grandes produtores para que possamos avaliar se estamos no caminho certo para termos um Código Florestal moderno. A ideia é que ele resolva situações injustas do passado e propicie novas condições para a produção sustentável da agricultura brasileira e da economia florestal, além da conservação da biodiversidade.'
De acordo com a ministra, desde o ano passado o governo vem apresentando propostas para as alterações do Código Florestal. 'Estamos em contato permanente com o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), autor do projeto que propõe a mudança, com deputados da bancada ruralista e ambientalistas para identificar alternativas para os problema apontados.' Uma lei mais sólida, assinalou Izabella, evitará tragédias como a da região serrana do Rio, devastada por enxurradas e avalanches de terra no início deste ano. Ela estima que 90% dos prejuízos sofridos pelos municípios da região - quase mil pessoas morreram, cerca de 500 desapareceram e mais de 8 mil ficam desabrigados - ocorreram em consequência de ocupações inadequadas em área de preservação permanente.
Por Lúcia Nórcio, Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.